Pouco se sabe sobre as circunstâncias do óbito. Sabe-se apenas, que ocorreu a 16 de Agosto de 1938, em Greenwood - Mississippi. Aguns falam em envenenamento por estricnina, adicionada ao whisky do homem por algum marido corno, ciumento e vingativo. Outros falam em pneumonia, sífilis, assassinato por arma de fogo. Há ainda o boato de que teria agonizado rastejando como um animal, gritando noite adentro. O pagamento de uma dívida com o demônio, também foi cogitado, no qual a moeda de troca seria sua própria alma. Oficialmente registrado, no atestado de óbito, consta apenas "No Doctor".
Trata-se de Robert Leroy Johnson, para os amigos e mulheres, Robert Johnson. A carreira do bluesman não durou muito, mas deixou marcas profundas na história da música. Cerca de 3 anos. Johnson gravou 29 músicas, em um total de 41 faixas. Foram duas as sessões de gravação: Em San Antonio, Texas, em Novembro de 1936, e em Dallas, Texas, em Junho de 1937.
A tristeza cultivada nas lavouras de algodão, cantada pelos negros do Mississipi nas canções de trabalho, virou tema de relatos musicados, onde os trabalhadores exorcizavam o sofrimento da alma, e a este sentimento chamaram "The Blues". Johnson registrou esta realidade, e com uma abordagem musical totalmente nova, entrou para a história. A "pegada" de Robert Johnson, valorizando a rítmica das cordas graves, e a padronização do formato de 12 compassos, foram os embriões do que hoje chamamos Rock&Roll. As gravações são toscas, e tecnicamente muito limitadas, mas escute com atenção, e encontrará o espírito do rock. Dúvidas? Você discordaria de Keith Richards, Eric Clapton e vários outros grandes nomes da música? Pode me chamar de maria vai com as outras, mas eu não.
Técnica "do capeta"
Voltando à técnica desenvolvida por Robert Johnson, provocou uma verdadeira revolução em sua época. Sua maneira de tocar, aperfeiçoada com a rapidez de um talento nato, ganhou o imaginário dos convivas, daí a história do pacto com o demônio. A sonoridade dos acordes produzidos por Johnson também era diferente, tal o comprimento de seus dedos (já deu um look na mão do negão? parece uma aranha!) e há relatos de que Johnson tocava de costas para o público, para esconder os acordes que inventava sozinho, conhecimento raro na época.
Segundo a lenda do pacto, Johnson teria vendido sua alma ao demônio em troca da grande habilidade musical. Na encruzilhada rodovias 61 e 49, esperou por belzebu até a meia noite. Na hora exata, o capeta teria surgido em forma de homem, e sob luz da lua nova, afinado seu violão. Algumas de suas músicas também contribuíram para a popularização da lenda "Me and the Devil Blues", "Hellhound on my Trail" e "Crossroad Blues" fazem alusões claras. Esta lenda foi difundida principalmente por Son House, outro grande cantor de blues, parceiro de Johnson.
O filme A Encruzilhada (Crossroads, EUA, 1986), com Ralph Machio e Steve Vai, é uma alusão clara à história de Johnson, especialmente sobre seu encontro com o demônio. A hipótese mais provável é que a lenda do pacto com o diabo tenha surgido por inveja da concorrência, visto que o homem tocava muito bem.
O Blues está para o Rock assim como seus avós, e seus pais, estão para você. Como você os trata? Com respeito? Se não o faz, deveria! Então amigos, é com sindceridade que vos recomendo, respeitem o Blues.
-Senão Robert Johnson vem pegar vocês, olha a cara dele, dá medo heín, huhuahahh!!!.
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