Não faz muito tempo li um livro que contava boa parte, ou pelo menos a parte mais emocionante da vida política de Leonel de Moura Brizola. Para contextualizar: Em minha juventude, Brizola não passava de uma figura cômica e distante. Cresci vendo seus discursos peculiares e também suas incursões no mundo da publicidade, falando sobre o 752, aquele sapatão lustroso da Vulcabras (é assim mesmo, não leva acento).
Comprei o tal livro, pois na condição de estudante de jornalismo, não admitia o fato de não saber nada sobre o movimento da legalidade. Terminada a leitura, não só me aprofundei sobre os fatos, como aos 25 anos, me tornei um brizolista. Foi decepcionante, perceber o quão atrasado eu estava. Esta descoberta ridícula é um retrato da consciência política da população brasileira, um povo que mal sabe de sua história. Passei anos estudando a hitória do mundo, e nunca ouvi falar em
legalidade no colégio. Digo que me tornei brizolista, muito mais por identificação com um ideal verdadeiro, do que por amor ao velho Briza.
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Hoje cedo li uma matéria que falava sobre a
anistia de João Goulart, concedida pela Comissão de Anistia, vinculada ao Ministério da Justiça. Anunciava uma grande indenização para a família de Jango. Me pergunto, seria eu o grande ignorante, ou a maioria da população não sabe nada sobre a história que precedeu o golpe militar?
Brizola: da Legalidade ao Exílio - Dione Kuhn - RBS Publicações .
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