A velocidade é a velhice do mundo
>> domingo, 9 de agosto de 2009
Com a profunda mudança cultural no que se entendia por relacionamento, hoje vivemos uma sistemática estranha, tão sincera quanto um misto de self-service com fast-food, só que envolvendo pessoas.
-Acredito que alguns valores se perderam.
Quero deixar bem claro que não faço a menor questão de apresentar aqui um panorama completo, trata-se apenas de um recorte bem particular, quem sabe instigar um leitor desavisado provocando alguns momentos de reflexão? Talvez. O fato é que conversando com algumas pessoas, há certo tempo, percebo que o quadro é semelhante.
Cria-se um escudo. São várias pessoas vivendo em constante estado de afastamento, tentando não se expor, tentando não se envolverde verdade. Hoje somos solteiros por opção. Nos aproximamos mais da família, dos amigos, até aí tudo certo. O problema é a ligação intensa - até demais - com o trabalho, que passa a ser a razão de vida, e não o meio de vida.
O filósofo francês Paul Virilio diz que "a velocidade é a velhice do mundo", radicalismos à parte, acredito que existe aí algo valioso. Seria legal, não seria? Se pudéssemos puxar um pouco o freio de mão, e nos darmos ao luxo de viver com um pouco de ingenuidade, afinal hoje é tudo tão didaticamente esmiuçado, esvaziado até o limite do grão, do pixel.
Conclusão aqui não há. Talvez a maior parte seja mentira, porém nunca me comprometi a escrever grandes verdades. Também, já estava na hora de atualizar isso aqui.
Em tempo:
Não é porque estive de aniversário na semana passada.
Hahahah.
-Acredito que alguns valores se perderam.
Quero deixar bem claro que não faço a menor questão de apresentar aqui um panorama completo, trata-se apenas de um recorte bem particular, quem sabe instigar um leitor desavisado provocando alguns momentos de reflexão? Talvez. O fato é que conversando com algumas pessoas, há certo tempo, percebo que o quadro é semelhante.
Cria-se um escudo. São várias pessoas vivendo em constante estado de afastamento, tentando não se expor, tentando não se envolver
O filósofo francês Paul Virilio diz que "a velocidade é a velhice do mundo", radicalismos à parte, acredito que existe aí algo valioso. Seria legal, não seria? Se pudéssemos puxar um pouco o freio de mão, e nos darmos ao luxo de viver com um pouco de ingenuidade, afinal hoje é tudo tão didaticamente esmiuçado, esvaziado até o limite do grão, do pixel.
Conclusão aqui não há. Talvez a maior parte seja mentira, porém nunca me comprometi a escrever grandes verdades. Também, já estava na hora de atualizar isso aqui.
Em tempo:
Não é porque estive de aniversário na semana passada.
Hahahah.


5 comentários:
Adorei o texto, Vini.
Sabe, concordo contigo, às vezes é bom dá uma puxada no freio de mão e viver, mas como? Nos dias de hoje? Como? =/
Acredito que me faz faltas as vezes de de me envolver de verdade =/
Beeeijos
Sim. temos que puxar o freio de mão. Só que não precisa ser aquela coisa de "pára tudo". Uma estacionadinha básica, mesmo que por uma hora, já muda muita coisa.
O problema é que a gente quer sempre as coisas duradouras e esquece que um pouquinho significa muito.
Se envolver é bom. O problema é que os tempos mudaram. Muitas pessoas querem constituir família, ter filhos e tal, mas, antes de tudo, quer ter estabilidade pra prover tudo de bom e do melhor. Esquecemos, assim, que vamos ficando velhos e tudo se torna mais difícil.
Meu irmão, hoje, parafraseou um cara que, se não me engano, ele disse ser Fred Coppola, algo assim. Segundo ele, esse cara falou o seguinte: "eu sempre quis estar como estou agora para poder ter filhos. Se eu não tivesse filhos antes, eu não estaria onde estou". Algo assim.
Logico, já fui direto nos filhos, mas o extremismo é válido: queremos tanto prover tudo acabamos por nos acomodar. Só não percebemos isso.
Bah. eu observo muitoo isso e sou praticante do fugir é o melhor negócio.
abs
Concordo contigo, o freio de mão é muito necessário... dá uma parada nessa velocidade que o mundo anda... Sinto falta das coisas de quando eu tinha 15 ou 16 anos... o mundo girava numa outra velocidade... as coisas não corriam tanto assim.
Abraços.
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