2012 - O mundo não acabou

>> sábado, 14 de novembro de 2009

Realmente ando por fora de tudo o que diz respeito a professias apocalípticas. Em uma breve pesquisa para começar este post, descobri que existem milhares de sites sobre o provável fim do mundo em 2012. A idéia aqui é falar sobre percepções pessoais em relação ao filme, não bancar o crítico de cinema, muito menos anunciar o Armagedon. Já estamos de saco cheio dessa palhaçada, vide 09/09/99, a chegada do ano dois mil e o tradicional bug.

Presidente negão, mano!
É muito legal perceber como a eleição de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos interfere, também, nos produtos culturais de massa. Instantes antes de começar toda aquela lenga-lenga diplomática, comum nos filmes de apocalipse (afinal eles acabaram de descobrir fodeu geral), na reunião do G8, aparece na mesa uma bandeirinha dos EUA. Tu já esperas uma figura pálida e sem sal, afinal é o presidente dos Estados Unidos, mas não cara, quem surge é o veterano  Danny Glover . Achei essa ruptura cultural muito interessante. Não menos interessante é a atuação de Glover, que manda bem pacas.

Pereio vai curtir
Naturalmente, as sequências de ação de 2012 são impressionantes. daí o motivo de o filme funcionar muito bem na tela grande. Justamente o que torna sem graça sua exibição nas 14 polegadas da TV que está aí, na sua cozinha. O interessante é que, quando o caos se instala, algumas cenas pecuiliarmente irônicas acontecem. Destaque para a cena em que a Casa Branca é engolida por um tsunami (na crista da onda vem o descomunal porta-aviões John F. Kennedy), bem como o desabamento do Cristo Redentor. Impossível não lembrar do alegretense  Paulo César Pereio  .

Merecidamente o topo do mundo
A coisa mais chata nesses filmes de cataclismo planetário, é que no final tudo voltar ao normal. Mais ou menos assim: no meio da trama tudo explode (ou congela), é aquele clima "ferrou geral, vamos moreeeer". Então no final os cinetistas mega-fodões (de jaleco branco) resolvem tudo, e o caos que demorou séculos para se estabelecer, regride. Tudo se regenera em segundos, fim. Um dos acertos do diretor de 2012, Roland Emmerich, é que não há volta. O estrago foi feito, resta a adaptação. Para não avacalhar com as expectativas de que ainda não assistiu o filme, não darei maiores detalhes, mas antecipo que a  África volta a ser o berço da civilização . Merecido.

1 comentários:

RAMiRO FURQUiM 15 de novembro de 2009 06:23  

Também vi o filme. Achei a história muito estórinha… Tá ligado?!

Mas como gosto de tsunamis - não das consequências de um - achei muito bons os efeitos especiais…

E a sonoplastia também não deixou a desejar…

De um a cinco: três, pra mim!

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